Foi
naquele dia… Eu ia chateada, com raiva mesmo, e uma lágrima caiu
involuntariamente. Ia a andar muito depressa e despertei a tua atenção.
Perguntaste-me se estava bem e eu fui brusca contigo, não levaste a mal,
percebes-te desde o primeiro instante que estava irritada e sem paciência, e no
entanto nem sequer me conhecias. Brincas-te comigo e disseste “Bem se és assim
quando estás bem, vou querer conhecer quando estás mal.” Fiquei a olhar para ti
a perguntar-me mentalmente de “onde saiu este otário”, ou talvez até o tenha
mesmo pronunciado. Pedi-te desculpa por te ter tratado mal e disseste-me que
não tinha importância, que compreendias. Virei costas e fui me embora.
Correste
atrás de mim agarraste-me no braço e disseste para eu esperar, levava o telemóvel
na mão, pegaste-lhe e começaste a mexer nele.
- Ei o que é que pensas que estás a
fazer!? Larga-me já e dá-me o meu telemóvel!
- Estou a ligar para o meu telemóvel. –
disseste com toda a lata do mundo. – Quando estiveres melhor diz qualquer
coisa.
Fiquei boquiaberta a olhar para ti , há com cada coisa.
- Ouve la, mas és algum tarado ou quê?!
Deste uma gargalhada linda.
- Bem se ser tarado é querer ver uma rapariga linda bem, e ficar com o número
dela mesmo sem ela autorizar porque sei que se apenas lhe desse o meu ela não
iria dizer nada, bem então sim olá eu sou completamente tarado.
Fizeste-me corar, tinha sido tão bruta contigo e tu só estavas a ser
simpático.
- Bem pelo menos já estás a sorrir.
E devolveste-me o telemóvel.
- Agora tenho de ir que já estou super atrasado, mas já sabes, se não disseres
nada eu digo.
Eu segui o meu caminho atónica com tudo, já tinha esquecido a raiva, só pensava
que uma coisa daquelas não costuma acontecer vulgarmente.
Passados cinco minutos recebo uma mensagem, “Olha desculpa, não sei o que me
deu, não te conheço de lado nenhum mas fiz o que achei melhor, nós nem nos apresenta-mos
como deve de ser, nem sei o teu nome. Será que podemos ir tomar café logo à
noite? Diz que sim.”, aceitei e perguntei-te onde. Eu não estava bem, não te
conhecia de lado nenhum e aceitei assim… Fui.
Fala-mos, disseste-me o teu nome, Tiago. Fica-mos amigos num abrir e fechar de
olhos, era como se nos conhecesse-mos há anos. Tu conhecias-me, eu conhecia-te.
Não sabíamos de onde nem porquê mas era como sempre nos tivéssemos conhecido.
Estávamos um com o outro cada vez que podíamos, sem obrigações, mas nós queríamos
estar juntos. Era a macacada completa, lutas de água, comida, etc.
Chamava-mos nomes um ao outro na brincadeira e nunca nos chateávamos.
Mas quanto mais te conhecia, mais pensava o que vias em mim. Eras aquele tipo
de rapaz que só anda com raparigas super populares e no entanto todo o tempo
livre que tinhas estavas comigo. Um dia no meio de todas as brincadeiras fiz-te
uma pergunta mais séria,mas não sabia se tu a ias levar a sério. Perguntei-te o
que vias em mim, tu levas-te a pergunta a sério, paras-te com as cócegas que
insistias em fazer-me enquanto eu me tentava manter séria para fazer a pergunta,
pegaste-me na mão e respondes-te “o meu mundo, quando olho para ti o que vejo é
o meu mundo”. Fiquei sem saber o que te dizer e foi então que me beijaste.
A partir
desse dia era como se namorasse-mos, mas não era isso pois eu não queria, tu insistias
e eu dizia que não queria namorar contigo, mas no fundo era isso que estava a
acontecer. Tinha ciúmes, sim tinha, mas tu dizias que eu só podia ter ciúmes da
tua bateria, do teu skate, do teu pc, da tua máquina fotográfica e do tempo que
passavas a fazer desporto, e eu tinha. Chegava mesmo a ir correr contigo,
escusado será falar daquelas vezes em que gozavas comigo e desatavas a correr
só para me mostrares que eras mais rápido.
Nunca ninguém percebeu bem aquilo que tinha-mos, nem nós, mas era bom. Mas ia
acabar e nós sabíamos disso. O teu pai tinha aquele emprego que o fazia mudar frequentemente
de cidade e até de país. Só me contas-te no fim do Verão, ias ficar só até as
aulas começarem depois ias embora.
Não estava a conseguir lidar muito bem com
isso e mudas-te de escola de propósito, conseguiste mais uns meses por cá, mas
o tempo estava a acabar. Desculpa, fiz com que não aproveitássemos os teus últimos
tempos por cá, por não conseguir gerir a situação. Foste embora sem te
despedires de mim porque sabias que despedir-me de ti me ia magoar, me ia
custar mais que tudo. Talvez até tenha sido melhor assim, desculpa se ainda não
te consigo falar mas as saudades que tenho de tudo aquilo não deixam, e tu bem
sabes disso.
(continua)
Aqui neste espaço é onde eu vou partilhar aquilo que me passa pela cabeça. Portanto se não têm mais nada que fazer venham aqui ler os meus devaneios e poupem os vossos!
terça-feira, 24 de julho de 2012
sábado, 14 de julho de 2012
enfim.
Estava a ver o Alta Definição onde o entrevistado era o João
Paulo Rodrigues, e ele disse uma coisa que me deixou a pensar. Disse que o
julgam uma pessoa que está sempre bem disposta e que tem sempre uma piada para
dizer às pessoas, e que uma vez saiu de casa chateado e vinham duas senhoras a
olhar para ele e a sorrir e só porque ele não disse nada e vinha com cara de
chateado disseram que era mal educado.
E eu pergunto-me, será que as pessoas não percebem que os ditos “famosos” são pessoas iguais às outras apenas são mais conhecidas? Sinceramente. São pessoas iguais a nós têm dias maus, gostam de ir passear o cão há noite sem abutres à volta, gostam de ir ao restaurante com amigos, etc.
Epá a menos que haja gente maluquinha que anda por aí a falar a quem não conhece, eles também não são malucos para terem a obrigação de ir falar com as pessoas só porque elas os reconheceram, porque não vão falar a uma pessoa que não conhecem de lado algum. Se querem falar com eles vão falar com eles, eles não são de todo bruxos para adivinharem que gostam deles e que gostavam de falar com eles.
E depois queixam-se quando eles às vezes são antipáticos, então e digam lé uma coisa, quando estão num dia mau também não têm o direito de maltratar ninguém, mas às vezes acontece certo? Pois é nem sempre somos simpáticos com toda a gente, então eles como humanos que são, também não fazem milagres!
Eu tenho por experiência própria que já falei com algumas pessoas conhecidas, e nenhuma foi desagradável, mas como é óbvio não fiquei à espera que fossem essas pessoas a vir ter comigo.
E eu pergunto-me, será que as pessoas não percebem que os ditos “famosos” são pessoas iguais às outras apenas são mais conhecidas? Sinceramente. São pessoas iguais a nós têm dias maus, gostam de ir passear o cão há noite sem abutres à volta, gostam de ir ao restaurante com amigos, etc.
Epá a menos que haja gente maluquinha que anda por aí a falar a quem não conhece, eles também não são malucos para terem a obrigação de ir falar com as pessoas só porque elas os reconheceram, porque não vão falar a uma pessoa que não conhecem de lado algum. Se querem falar com eles vão falar com eles, eles não são de todo bruxos para adivinharem que gostam deles e que gostavam de falar com eles.
E depois queixam-se quando eles às vezes são antipáticos, então e digam lé uma coisa, quando estão num dia mau também não têm o direito de maltratar ninguém, mas às vezes acontece certo? Pois é nem sempre somos simpáticos com toda a gente, então eles como humanos que são, também não fazem milagres!
Eu tenho por experiência própria que já falei com algumas pessoas conhecidas, e nenhuma foi desagradável, mas como é óbvio não fiquei à espera que fossem essas pessoas a vir ter comigo.
Subscrever:
Comentários (Atom)
sentes?
É cada vez mais complicado esconder as saudades que sinto da tua pessoa. Desse teu ser que fazia com que todos os meus planos não saíssem fu...
-
Odeio quando erram e se tentam desculpar apontando erros que já cometi, eu não vou desculpar os erros de ninguém só porque eu também já erre...
-
Foto tirada: Este verão. Fotografa: Possivelmente a prima dele. Descrição: Devia tar na pool. Motivo: Porque é um bom amigo, e po...
-
Foto tirarda: Dia 28 de Abril de 2011, às 14:55h, no Buda Eden Garden. Fotografo: Ou o Régio, ou o Capinha ou o Joel, são os únicos q...