sexta-feira, 31 de julho de 2015

última vez.




Deixa-me ver-te mais uma vez, só mais uma vez e prometo que é a última. Só mais uma vez para te amar e voltamos a quem pertencemos esquecendo-nos da existência um do outro. Não acho possível mas podemos tentar. E se não der vamos tentar uma última vez depois desta que agora te peço. Quantas últimas vezes teremos até à última? Não sei a resposta nem quero saber, desde que tenha sempre uma última vez para te amar.

pcf.

"amo-te tanto mas hoje tenho de levar o carro ao mecânico, as rodas fazem um barulho estranho, não deve ser nada, mas é melhor prevenir, amanhã prometo que vamos ver que tal se come naquele restaurante novo junto à rotunda, e depois levo-te ao cinema, ai não que não levo,
amo-te tanto mas hoje tenho de ver o treino do miúdo, o treinador ligou e disse-me que temos craque, o nosso menino a jogar como gente grande, vê lá tu, quando chegar com ele vê se tens prontinha aquela comida que ele adora, o puto merece, ai não que não merece,
amo-te tanto mas hoje tenho de ficar até tarde no escritório, há aquele projecto do estrangeiro para fechar, está aqui tudo perdido de nervos, não sei se aguento, daqui a pouco ligo-te para saber como vai tudo, o miúdo e as coisas aí em casa, agora tenho de ir mostrar a esta gente toda como se trabalha, ai não que não tenho,
amo-te tanto mas hoje tenho de me deitar cedo, amanhã é aquela reunião importante de que te falei, se conseguir o cliente vamos ser tão felizes, aquela casa, o carro novo, quem sabe?, só tenho de o conseguir convencer, tenho tudo prontinho na minha cabeça e nada pode falhar, vamos ser ricos, é o que é, ai não que não vamos,
amo-te tanto mas hoje não estás, cheguei à hora combinada para te levar a jantar e tu não estás, o miúdo também não, deve estar no treino, deixa-me cá ligar, ninguém atende, nem tu nem ele, provavelmente deves estar a preparar alguma, sempre foste tão assim, cheia de surpresas, daqui a nada entras pela porta e dizes que me amas, ai não que não dizes,
amo-te tanto mas hoje tenho de assinar este papel, olho-te e peço-te perdão, prometo-te que não vai haver mais mecânicos nem treinos nem clientes estrangeiros nem reuniões entre nós, garanto-te que te quero acima de tudo, olho-te mais uma vez nos olhos e procuro acalmar o que te dói, mas tu só dizes para eu assinar e eu assino, as mãos tremem e até já uma lágrima caiu sobre elas, o nosso filho quando souber vai chorar como um menino pequeno outra vez, o nosso craque, podias ficar pelo menos pelo nosso craque, ou pelo menos por mim, para me manteres vivo, Deus me salve de não te ter comigo, sou uma impossibilidade se não te tiver para gostar, ai não que não sou,
amo-te tanto mas hoje não tenho nada para fazer, a casa escura, um silêncio vazio e nada para fazer, apenas esperar que te esqueças de mim e me voltes a amar, e eu amo-te tanto, ai não que não amo." 
- Pedro Chagas Freitas in 'Prometo Falhar'

sexta-feira, 24 de julho de 2015

gostei de ti.

Amei-te no primeiro olhar. Cativaste-me com o teu sorriso malandro. Apaixonei-me no brilho dos teus olhos. Chegaste e abanaste o meu mundo, num segundo viraste tudo ao contrário. Numa palavra desejei ter-te. Visualizei na minha mente todas as imagens de cada promessa feita à pressa. Despertaste sentimentos em mim que há muito tempo não apareciam. Amei-te naqueles beijos. Amei-te em cada toque, em cada unir de mãos, em cada passo lado a lado, em cada palavra proferida e em cada momento. Amei-te naquele dia. Amei-te num segundo e amei-te em poucas horas. Todas as horas contigo são poucas. Amei-te por não seres correto e por não seres o que agora esperam de mim. Amei-te por não poderes ser real para mim, por não poderes estar comigo sempre, para sempre. Amei o tremer das minhas pernas, quais borboletas na barriga, a cada respiração tua bem perto da minha face enquanto que eu prendia a minha. Amei-te em cada aposta vencida ou perdida, em cada desafio conseguido ou não conseguido, em cada brincadeira tua ou minha.
Amo agora a vontade que tenho que as promessas que fizemos passem das imagens na minha cabeça para imagens que todos possam ver.

quinta-feira, 23 de julho de 2015

futuro.

Todos nós conhecemos alguém que é obcecado com o futuro, que tem medo dele ou que se foca demasiado nele.
É claro que eu penso no futuro, todos nós pensamos, não o podemos evitar, mas eu não quero ficar obcecada com ele. Eu não quero focar-me tanto no futuro que acabo por perder o agora, eu não quero chegar a esse futuro como o tinha planeado e olhar para trás e perceber que perdi o que agora é presente, não quero chegar a esse futuro e olhar à minha volta e ver que perdi as pessoas que estão comigo agora e as quais eu pensei estarem ao meu lado nesse futuro por eu estar tao obcecada com ele que me esqueci de lhes dar atenção.
Eu penso no futuro, mas também quero aproveitar o presente, não quero perder nada do que a vida tem para me dar. Quero agir de acordo com a minha idade, com as responsabilidades próprias dos 20. Quero passar tempo com amigos ao mesmo tempo que tomo decisões para o meu futuro. Quero ao máximo fugir de conversas demasiado adultas. Quero viver cada coisa a seu tempo porque acho que é assim que deve ser.

chega.

Já tiveste aquela vontade irracional de reclamar com tudo e todos à tua volta? De dizeres tudo o que pensas sem queres saber se isso vai magoar alguém? Raios! Eu por vezes tenho-a, e a verdade é que não gosto e a controlo. Não digo o que quero mas não consigo evitar que o meu descontentamento se note.
Acredito que às vezes é preciso "deitar tudo cá para fora", reclamar por atenção tal qual uma criança e, também como uma criança que diz tudo, confessar aquilo que te deixa sem paciência, dizer que estás farta de ver planos feitos no ar da boca para para fora que nem chegam a meio caminho de ficar assentes, farta de ver pessoas a tentar fazer tudo bem e não perceberem que estão na verdade a fazer tudo mal, farta de ver pessoas esquecer que tu existes e que estávas lá sempre quando elas precisavam, farta de fazeres tudo e ninguém notar, farta de tudo.

segunda-feira, 20 de julho de 2015

férias.

Odeio férias! Sim estou bem e é a verdade. Grande parte das pessoas anseia pelas férias, e eu comecei a odiá-las. Para mim as férias começaram a significar estar fechada em casa. Saio mais à rua em tempo de aulas que nas férias. É sufocante estar-se em casa sem nada para fazer e toda a gente parece andar ocupada e com coisas para fazer menos tu. Passo os dias em casa e se à noite me apetece sair para uma corrida para aliviar a cabeça e apanhar ar, não posso.
Até quando estava a estudar para os exames andava menos cansada, cansada de olhar para quatro paredes como se estivesse numa prisão na minha própria casa.
Sinto-me caca vez mais sozinha o que por vezes faça com que encontre no sono um refúgio, porque assim o tempo não custa a passar. Mas isso também faz com que o relógio biológico se altere o que traz picos de ansiedade e mudanças de humor o que é ainda mais frequente este ano visto estar prestes a decidir o meu futuro e mudar tudo.
Preciso de sair, estar com pessoas, falar, coisas tão simples e que fazem tanta falta.
As ferias começaram há um mes e meio e há uma semana que só quero que elas acabem e ainda faltam mais dois meses e tanta coisa para decidir até lá....

terça-feira, 7 de julho de 2015

pergunto-me.

Pergunto-me se algum dia saberás quantas vezes chorei por ti abraçada a alguma recordação tua mesmo que apenas uma memória. Quantas vezes as lágrimas inundaram os meus olhos ameaçando transbordar. Quantas vezes essas pequenas gotas de mar rolaram pela minha face deixando-a como se uma gota de chuva tivesse acabado de a atingir, do nada, quando na verdade o que era atingido era o meu coração, não com uma gota de chuva salgada, mas, com a dor. Dor de não te ter por tu não me quereres. Dor de não te poder abraçar. De não poder sentir os teus labios doces colarem-se aos meus. Dor de um amor não correspondido.
Será que algum dia saberás o quanto te quero...

sentes?

É cada vez mais complicado esconder as saudades que sinto da tua pessoa. Desse teu ser que fazia com que todos os meus planos não saíssem fu...