segunda-feira, 23 de novembro de 2015

#ieodb.

Lembram-se de eu ter dito aqui que estava a odiar as férias de verão sem nada para fazer e me estava a sentir super sozinha? Já passou algum tempo eu sei, mas queria aqui falar neste texto daquilo que me aconteceu no verão, do que mudou esse sentimento que podemos mesmo chamar solidão. O que aconteceu foram três rapazes, três rapazes que ao atravessarem-se no meu caminho no dia 10 de agosto me alegraram com a sua música e deixaram-me viciada neles com todo o carinho e energia que me transmitiram numa só noite. Podem dizer que é coisa de adolescente, de pita, podem dizer o que quiserem, não quero nem saber, a maneira como eles mudaram as minhas férias vale por tudo e muito mais que quiserem chamar. Esses três rapazes são os D.A.M.A. e, naquele dia, tal como eles dizem querer, eu fiz minhas as músicas deles. Eu deixei que eles me "aclarassem a mente".
Há anos que eu não ficava assim com uma banda e achava eu que longe ia o tempo disso, pois eles, fizeram com que essas certezas fossem por água abaixo. Num único concerto eles cativaram-me de tal maneira que fiquei completamente rendida, virei fã nos primeiros 5 minutos de concerto. Lembro-me que não ia totalmente animada para ver o concerto apesar de querer muito vê-lo, mas 5 minutos depois daqueles rapazes invadirem aquele palco eu senti-me respirar fundo e pensei para comigo "é aqui que eu quero estar". Vocês podem pensar "ok eles cantam têm músicas engraçadas e mais?". Não tenho a certeza de conseguir responder corretamente a isso, mas vou dizer o que se passou comigo.
Fui ao concerto porque como muitas outras pessoas conhecia-os pelas músicas que passavam nas rádios e gostava de ouvir. Até àquele dia eu sabia quem eles eram, sabia os nomes dos três, conhecia as músicas que passavam nas rádios e algumas mais antigas tal como Popless, Quer e Consciência. Sim mesmo conhecendo pouco conhecia mais que a maioria das pessoas. Naquela noite mesmo sabendo poucas eu vivi aquele concerto porque com eles é mesmo assim e só quem já foi a um DAMA Live sabe como é. Naquela noite eles deixaram de ser o Francisco Maria Pereira, o Miguel Cristovinho e o Miguel Coimbra, eles passaram a ser o Kasha, o Cristo e o Coimbra, e mais que isso eles deixaram de ser só três e o grupo para mim passou também a ser composto por músicos e técnicos, o Francesco Meoli, o Pedro Castro, o Gui, o Johny, o Rui Rodrigues, o Batista, etc...
Tudo me cativou desde a energia, à inclusão de todos os elementos no concerto, estes rapazes são humildes, eles sabem que para que eles brilhem e sejam idolatrados precisam daquelas pessoas que estão com eles em palco e na estrada todos os dias, e eles não se cansam de os apresentar ao longo de todo o concerto e agradecer, logo aí eles somaram pontos. Apartir desse dia penso que fiquei a saber tudo o que havia para saber sobre eles, sim eu fiquei mesmo fã.
Como em todas as pancas por bandas, há sempre algum elemento que para nós se destaca mais, ia mentir se dissesse que neste caso não há. A verdadeira luzinha, aquele que naquela noite me tirou "aquele" sorriso, aquele que para mim já se destacava em cada música por lhe notar sempre um sorriso na voz, esse é o Kasha. Se para mim ele já se destacava só quando ouvia as músicas na rádio, a partir desse dia eu tive a certeza que para mim ele era especial. Até o meu namorado já chegou a perguntar-me "o que é que esse tem a mais que os outros" ahah, ele agora já nem liga. A energia dele parece ser inesgotável! Ele não para um bocado em palco, ele dá tudo dele. Não consigo descrever, pois ao tentar fazê-lo iam faltar sempre coisas. Mas em pouco tempo aquele ser de bandana que eu até ali só conhecia praticamente de ouvir na rádio e pouco mais trouxe-me felicidade, felicidade para o resto das férias. Não consigo deixar de sentir que é estranho uma pessoa que não se conhece ter um efeito tão benéfico em nós, aquele sorriso é calma na hora. É estranho mas acho que quando se admira alguém é assim, ou então eu não sou normal, o que também é um assunto discutível ahah. No fim daquele concerto, eu que quando fui para lá não tinha intenção sequer de estar mais perto deles que a distância plateia-palco, acabei por me juntar à confusão de gente que estava ao monte só para conseguir nem que fosse dizer o quanto amei o concerto. Toda a vez que me lembro agradeço mentalmente o abraço perdido dado pelo Cristo que me fez ter coragem de andar até ao Kasha, esqueçam eu parecia uma criança parada a olhar para uma montra de brinquedos no Natal, tinha-o à minha frente a olhar para mim a sorrir, aquele sorriso bloqueou-me completamente. Cheguei perto dele para tirar uma foto e não consegui dizer uma palavra até que ele me abraçou, bolas! quando o Cristo me abraçou disse-me "estes abraços são do outro mundo, são tão bons", mas aquele, aquele sim foi um abraço do outro mundo, que calma, que tranquilidade, que paz. Despedi-me dele mal sabendo que ainda o ia ver e cruzar-me com ele muita vez naquela noite, que ele iria ver o nascer do sol naquele recinto de festas e que a noite para mim acabaria ainda antes que para ele. Não sei como ele chegou ao hotel e penso só ter descansado quando vi a foto de todos na carrinha, lá estava ele a dormir.
Numa semana eu sabia todas as letras de trás para a frente e da frente para trás, as músicas deles foram a banda sonora do fim das minhas férias, cada vez que me sentia sozinha ouvia-as e lembrava-me de momentos daquela noite. Via cada snap, cada publicação, tudo! Só queria repetir aquela noite e dia 24 de outubro consegui, repeti essa noite (obrigada amor por me teres aturado nessa noite, sei que não foi fácil durante mais de uma hora de alegria efusiva da minha parte :) ). Se o primeiro concerto foi brutal, este foi do outro mundo, acompanhei cada segundo, conhecia o alinhamento de uma ponta à outra, eu vivi aquele concerto como nunca antes tinha vivido qualquer outro. Eu saí do pavilhão a pingar mas com uma sensação de alegria indescritível, desta vez não estive com eles mas cada olhar valeu milhões e o estar ali mesmo à frente eu já não precisava de mais nada. Acabou rápido mas acho que acaba sempre, podia ficar a noite inteira a ouvi-los, não me cansava, porque isto... #ieodb.






sexta-feira, 20 de novembro de 2015

caloira.

3 meses sem vir aqui...Ups! Aconteceu tanta coisa nestes últimos meses, devem ter sido dos melhores meses da minha vida e se o tempo para vir aqui é pouco, não tenho dúvidas de que é bem aproveitado.
Após ter esperado o que me pareceu eternidades eu entrei, entrei para o ensino superior! Entrei em Educação Básica na Escola Superior de Educação de Castelo Branco, a minha cidade linda, sempre vos disse que não ia sair de cá ;). Não consigo descrever os últimos meses, conheci tantas pessoas novas, o que me andava a faltar nos últimos tempos, sou adepta da praxe e até agora não me arrependo nem um bocadinho. Não vou dizer que ainda não acusei cansaço com as praxes e que aqueles valentes minutos em prancha e a encher não custam, porque custam, mas em grupo tudo é mais fácil. Durante as últimas semanas de ensaios para a latada eu tive noites de dormir 3/4 horas e não me arrependo, sabem que mais? Abituei-me tanto ao ritmo de trabalho que agora até estranho dormir muito! Nos ensaios da latada eu chorei, ri e cantei a fazer a prancha, e bolas! valeu a pena! Eu fiquei a conhecer muito mais colegas, juntos partilhamos a alegria e o cansaço. Juntos formamos um grupo que se juntou à família ESECB. Passou tudo tão rápido! Num momento estavamos a entrar no pavilhão para o último ensaio de coreografia e no momento a seguir já estavamos a sair e eu a pensar que era a última vez que estava ali a ensaiar para a latada, saímos de lá e fomos trabalhar, fazer saias era a função, tinha de estar tudo pronto no dia a seguir e mal dei pelo tempo passar já eram 7 da manhã e já planeava ir de direta para a latada pois faltar às aulas não era opção. Chegou-se a 1h30 e  a ansiedade e confusão de vestir e estar pronto a tempo era maior que tudo. Em menos de nada estavamos a desfilar em direção ao ponto de avaliação da coreografia e o receio de falhar era enorme, não me lembro de quase nada o que se passou nesse momento porque quando acabou eu fiquei boquiaberta por ter passado tão rápido que nem sei como tinha 7 minutos, aquilo para mim foram segundos. A coreografia não correu pelo melhor e penso que todos sentiram isso, apartir daí foi saltar e gritar como se não houvesse amanhã. Chegados a momentos antes do hino, ver a rua encher-se, subir aquelas escadas para ocupar a minha posição, chegar lá a cima e ver um grupo negro prestes a apoiar-nos, a cantar o hino da nossa escola connosco, é impossivel descrever tudo o que senti naquele momento. Queria cantar a plenos pulmões o nosso hino e a minha voz teimava em falhar embargada de tantas emoções. Aquilo estava mesmo a acontecer, eu estava ali, e estava com o maior orgulho. Contive-me no hino mas não consegui conter na conversa pós-latada com todos os Superiores e Veteranos que nos acompanharam até ali, chorei...
A latada foi esta semana e foi sem dúvida alguma um dia inesquecivel, o batismo já foi há um mês e as minhas madrinhas são as melhores que poderia ter, tanto do batismo como da latada já tenho saudades. Em tão pouco tempo esta escola já me deu tanta coisa boa e tantas recordações. Dizem os Superiores e Veteranos que o ano de caloiro é o melhor ano da nossa vida académica e eu cada vez tenho mais a certeza disso. Só tenho a agradecer a todos sem exceção que estão a contribuir para fazer deste ano o melhor!





sentes?

É cada vez mais complicado esconder as saudades que sinto da tua pessoa. Desse teu ser que fazia com que todos os meus planos não saíssem fu...