Aqui neste espaço é onde eu vou partilhar aquilo que me passa pela cabeça. Portanto se não têm mais nada que fazer venham aqui ler os meus devaneios e poupem os vossos!
terça-feira, 27 de setembro de 2011
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
Dou-te a vida que me ensinas-te a viver.
Cada vez mais as possibilidades de nos cruzar-mos
constantemente são maiores. Passo perto e não consigo evitar não pensar cm
seria se nunca nos tivesse mos separado. Estaria tudo como dantes? Pois isso
não sei e nunca vou saber. Gosto de ficar perto de ti, e de certa forma fico
por instantes. Quando esses instantes são interrompidos por uma sirene o meu
coração salta, choro de medo. Agora esse medo teve uma razão de ser. Estava
nesses mesmos instantes e novamente a sirene toca, o coração aperta, as
lágrimas escorrem e senti que tinha de ir para junto de ti. Não estava errada.
Desta vez tinha razão. Passava-se mesmo algo contigo. Pedi por tudo para que me
deixassem ir contigo, responderam que nunca mais te falara e tu vivias num
constante tormento por isso. As lágrimas foram então mais fortes que nunca, e
aí perceberam que tinham de me deixar ir pois era que tu querias ver quando
acordasses do que fosse que te tinha acontecido. Assim foi fui contigo, liguei
aos meus pais e eles nada disseram pois sabiam que não me sentiria bem se cá
não ficasse. Mas tu não melhoras-te. Durante oito dias não sai deste hospital.
Foi precisamente uma semana depois que tu acordas-te. Neste momento já sabia o
que era preciso para que tu ficasses realmente bem. Ninguém era compatível contigo,
decidi tentar. Por alguma coisa eu aqui estava, talvez eu te conseguisse
ajudar, apesar de tu não quereres. Fiz os testes necessários. Tinha razão. A
minha fé não me deixou ficar mal, era compatível contigo. Nem te deixei abrir a
boca, estava aqui disposta a ajudar-te e não ia sair daqui sem o fazer. Ontem
os papeis ficaram prontos. Quero que saibas que se alguma coisa não correr bem
comigo te peço desculpa por tudo e que nunca me vou perdoar pelo que andei a fazer,
por isso deixo-te uma carta para o caso de eu não estar cá quando acordares.
Estou aqui pronta a devolver-te a vida que mereces ter e pela qual sempre
lutas-te. E peço-te, segue os teus sonhos, todos aqueles que partilhas-te
comigo. Mesmo que eu cá não esteja, vou estar sempre a olhar por ti. A
ajudar-te nas tuas “missões impossíveis” daquelas parvas perguntas por ti tanta
vez a mim colocadas inocentemente. Todas os nossos momentos ficaram guardados,
e se eu viver, tenho a certeza que vamos rir muito a recordá-los.
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
Loucura sem limites.
Sempre ouvi chamar louca a uma pessoa quando essa diz algo
sem sentido ou disparatado. Mas será essa pessoa mesmo louca? Não estará essa
pessoa apenas a dizer o que para ela é correcto? Afinal cada um tem a sua opinião.
Mas afinal o que é a chamada loucura? Se eu desatar a chamar
nomes a uma pessoa sem essa me ter feito nada serei louca? Serei louca se sair
a rua e começar a gritar em altos berros? E se me casar agora? E se rejeitar
quem eu amo? E se amar quem não devo? E se não estiver satisfeita com o que
estou a fazer e mesmo assim continuar por ser o meu dever? E se eu fugir um dia
e não voltar? E se fizer o que acho certo sem pensar duas vezes? E se for espontânea?
E se for atrevida? Ousada? E se não ouvir as pessoas dizerem coisas para meu
bem? Serei louca por tudo isto?
E tu? És louco porque?
Amor obsessivo
Ele prometeu-lhe que viria, ela
esperou por ele com tudo o que tinha, nas suas mãos ela trazia tudo de bom
quanto ela tinha para lhe dar, inclusive a sua alma pura e inocente que ele
jurou guardar. Ela esperou por ele, mas ele não vinha, até que aparece algo por
entre a escuridão, era ele. Ela notou-o estranho, não era aquele o James que
Amy conhecia, algo se passava, foi então num ato de brutidão, que James quebra
a sua jura. Amy nada consegue fazer, James está mudado, mais que isso ele já
não a ouve como dantes, nada que ela diga o faz parar. Amy já nada tem nas suas
mãos. Amy também mudou, já não é a mesma. Continuou a entregar-se a James mesmo
sem sentir nada, estava vazia por
dentro, o seu coração, o seu corpo, a sua alma… tudo pertencia a James, aquele
amor obsecante, controverso e doentio. Todo aquele sentimento a consumiu, tanto
ao ponto de se deixar levar nas maiores loucuras por um amor que já nem era
certo que sentia. Cada vez que estava com James o seu brilho já quase inexistente
se apagava ainda mais. Até que finalmente James repara na mudança e a deixa-a
pensando que o amor dela por ele desapareceu. James sofre e Amy também. James
por pensar que Amy o enganou dizendo lhe que o amava, e Amy por estar obsecada
por James e pensar que ele a deixou depois de a ter usado. Ambos sofrem até que
num pleno acto de loucura James desaparece para sempre deste mundo. Amy sem
saber o que fazer refugia-se no seu canto, entregando-se a todos quantos dizem
gostar dela. Mas Amy já nada tem para dar, tudo o que lhe pertencia foi levado
com James. Depois de se entregar a todos esses homens, todos como que por
enfeitiçados lhe perguntavam o que tinha ela para lhes dar, ao que ela
respondia “nada”, após isso eles desapareciam, por desgosto. Até ao dia em que
Amy conhece Gilles, volta a amar, volta a sentir tudo o que sentiu por James. E
é rejeitada. Gilles sabia o que Amy escondia. James não desaparecera de vez por
desgosto próprio, nem ele nem todos os outros com quem Amy estivera depois,
desapareceram sim por desgosto de Amy. Das mãos de Amy fora-lhe retirada a sua
alma, a sua pureza e o seu coração, agora Amy tinha nas mãos a vida e o sangue que,
a quem por doentio e obsecante amor, com elas retirou. Com a rejeição, é então vez de Amy por fim à sua vida.
domingo, 11 de setembro de 2011
Persistência.
Serei louca?
Dou comigo a pensar se este mundo não será todo ele habitado por espécies
estranhas que sabem tudo sobre mim e estão cá apenas para me espiar… Serei a
única humana?? Nesta altura devem se estar a perguntar se estou bem, sim estou
obrigada por terem perguntado, ainda que gostasse que o tivessem feito de uma
forma mais amistosa e que na qual não se denota-se o facto de a pergunta vir
insinuar que o meu estado não é bom não a nível “normal” mas sim a nível
psicológico. Mas… então e vocês estão bons? O que acham da forma como tenho
agido ultimamente? Sim, eu sei não tenho confiado muito no que me dizem, nem no
que vai cá dentro, mas isso vocês sabem não é? E sabem o porquê também… sim, eu
sei que sabem.
Agora vá
confessem, um de vocês tem vindo todas as noites esconder-se debaixo da minha
cama, ou quem sabe até dentro do meu roupeiro, eu sei que ele lá está,
confessem, apenas espero a vossa confirmação, pois eu sinto-o, sinto o frio que
me consome quando tenho aqueles sonhos, vocês sabem quais. Presumo que ele me
guie pela minha própria varanda, tentando convencer-me a saltar, mas eu não
confio nele, sei que não posso e que apesar de vocês só estarem aqui para me
testar, eu gosto e amo alguns de vocês apesar de o mesmo sentimento não ser a
mim retribuído.
Muitos de vocês testam também a minha voz, a
minha capacidade de me fazer ouvir, e vocês ouvem-me enlouquecendo-me ao
fazerem-me pensar que não… Pergunto-me muitas vezes qual a vossa força, será
maior que a minha certamente não posso lutar contra isso, mas mesmo assim
gostava de tentar.
Alguns de
vocês levam-me à exaustão com a vossa persistência, mas a minha resposta vai
continuar a ser a mesma. Alguns de vocês parecem ter força suficiente para me
fazer cometer uma grande loucura. Será que estou longe dela? Eu acho que não,…
estou certa não estou? Eu até gosto de viver no vosso mundo, mas vocês, os que
eu mais amo fazem me sentir que não precisam de mim, que já não vos faço feliz
como dantes fazia, isso entristece-me e faz com que o brilho do meu olhar
desapareça cada vez mais, creio que esse brilho seja o meu índice de vida e
quando ele acabar eu abandone para sempre o vosso mundo, mesmo que não seja
esse o meu desejo, mas vocês testam-me muito e eu acredito não ser capaz de
resistir a todas as provas pelas quais me fazem passar.
Tenho um de
vós a falar comigo neste preciso momento, que disparate estar a dizer isto, é
óbvio que vocês sabem, os vossos meios de comunicação são muito mais rápidos
que as minhas lentas mensagens, nem sei como vocês não se fartam delas, tanto
esforço só para que eu não descubra o vosso disfarce, e no entanto, cá estou
eu, a falar dele. Este é um dos que me testa por dentro, um dos que eu penso
enganar, talvez esteja a pensar mal e quem está a ser enganada sou eu… sim isso
é provável.
O pior de tudo
é que não posso saber como acabar com isto pois sou a única do meu lado e vocês
estão todos cá com o mesmo fim… Enlouquecer-me…
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
Apoiem-os!
Estou aqui a escrever este texto após ter lido o apelo feito por Luis Borges e Eduardo Beauté, a quem foi retirado o Bernardo, a criança é feliz com eles e agora da mesma maneira que lho entregaram vieram-no buscar. Estou a apoia-los nesta causa, necessitam de todo o apoio possível, têm o meu total apoio. E vocês apoiam-os?
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