sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Dou-te a vida que me ensinas-te a viver.

Cada vez mais as possibilidades de nos cruzar-mos constantemente são maiores. Passo perto e não consigo evitar não pensar cm seria se nunca nos tivesse mos separado. Estaria tudo como dantes? Pois isso não sei e nunca vou saber. Gosto de ficar perto de ti, e de certa forma fico por instantes. Quando esses instantes são interrompidos por uma sirene o meu coração salta, choro de medo. Agora esse medo teve uma razão de ser. Estava nesses mesmos instantes e novamente a sirene toca, o coração aperta, as lágrimas escorrem e senti que tinha de ir para junto de ti. Não estava errada. Desta vez tinha razão. Passava-se mesmo algo contigo. Pedi por tudo para que me deixassem ir contigo, responderam que nunca mais te falara e tu vivias num constante tormento por isso. As lágrimas foram então mais fortes que nunca, e aí perceberam que tinham de me deixar ir pois era que tu querias ver quando acordasses do que fosse que te tinha acontecido. Assim foi fui contigo, liguei aos meus pais e eles nada disseram pois sabiam que não me sentiria bem se cá não ficasse. Mas tu não melhoras-te. Durante oito dias não sai deste hospital. Foi precisamente uma semana depois que tu acordas-te. Neste momento já sabia o que era preciso para que tu ficasses realmente bem. Ninguém era compatível contigo, decidi tentar. Por alguma coisa eu aqui estava, talvez eu te conseguisse ajudar, apesar de tu não quereres. Fiz os testes necessários. Tinha razão. A minha fé não me deixou ficar mal, era compatível contigo. Nem te deixei abrir a boca, estava aqui disposta a ajudar-te e não ia sair daqui sem o fazer. Ontem os papeis ficaram prontos. Quero que saibas que se alguma coisa não correr bem comigo te peço desculpa por tudo e que nunca me vou perdoar pelo que andei a fazer, por isso deixo-te uma carta para o caso de eu não estar cá quando acordares. Estou aqui pronta a devolver-te a vida que mereces ter e pela qual sempre lutas-te. E peço-te, segue os teus sonhos, todos aqueles que partilhas-te comigo. Mesmo que eu cá não esteja, vou estar sempre a olhar por ti. A ajudar-te nas tuas “missões impossíveis” daquelas parvas perguntas por ti tanta vez a mim colocadas inocentemente. Todas os nossos momentos ficaram guardados, e se eu viver, tenho a certeza que vamos rir muito a recordá-los.

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