sábado, 29 de outubro de 2011

Estávamos ali os dois naquela rua. Não andavas bem ultimamente, apesar de nunca teres sido muito alegre, andavas pior e eu queria saber porquê. Decidira então seguir-te já que tu não me querias contar a razão. Entras-te numa porta e quando sais-te vinhas de lá cabisbaixo. Fiquei tão confusa sem saber o que fazer que deixei que me visses. Chegas-te ao pé de mim irritado. Não sabia o que fazer nem o que dizer.
- Desculpa. Andavas muito em baixo e não me contavas porquê…
- Pois se não disse é porque não queria que ninguém soubesse.
Fiquei com o olhar pregado ao chão.
- Anda vamos para um sítio mais calmo. – disseste.
- Para quê?
- Eu conto-te não só porque ando pior nos últimos tempos como também porque não sou totalmente feliz…
Fui contigo. Fiquei sem saber o que dizer com o que me contas-te.
-  Eles não fazem por mal… é a maneira de ser deles – disse.
- Eu sei que é, mas custa um bocado, faço tudo para que se orgulhem e depois é isto. É sempre a mesma coisa.
 - O que te faz falta é fazeres as coisas por ti. Assim que o começares a fazer vais deixar de te sentir assim.
- Sim tenho vou fazer isso.
- Mas ainda não me contas-te de onde vinhas à bocado, quando sais-te daquela porta.
- Pois quando tu me viste eu vinha do psicólogo…
- Óh, desculpa eu aqui a dar-te conselhos que já deves ter ouvido ainda à uma hora atrás.
- Não digas isso. Ajudaste-me muito mais do ele em seis meses de consultas que tive.
Corei.
- Não precisas de ficar assim, só disse a verdade.
- Obrigada. E já sabes sempre que quiseres falar estou aqui.
- Agora quem agradece sou eu. Obrigado. Sabes os outros acham me estranho por eu não ser muito alegre, mas eu não consigo falar sobre isto. E contigo é tão fácil, sinto que posso confiar em ti, que me percebes em tudo isto.
- E percebo…
- Pois eu sei. Também não tem sido fácil para ti pois não?
- Não, sabes bem.
- Mas sabes que mais, nós vamos conseguir! E tu devias seguir teu sonho – disseste.
Achei aquela última parte um pouco estranha.
- O meu sonho?
- Sim, não sou distraído. Sei como te sentes bem. E ao fazeres isso fazes os outros ficarem bem também, ainda agora o fizeste comigo, és como uma droga, no sentido positivo claro – gracejas-te tu.

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