Ultimamente não tenho escrito, não por não ter, ou saber, o
que escrever, mas porque o que tenho para escrever é difícil, e não pode ser
escrito de cabeça leve. É há coisas que não podem ser ditas, neste caso
escritas. Não podem ser registadas com um simples gesto de caneta que tanto me
anima. Gostava de escrever sobre as pessoas, talvez sobre certas pessoas mas
sei que iria “ferir suscetibilidades” por isso não o vou fazer, e também porque
outras certas pessoas não o merecem.
Mas bem eu tava a dizer que ia falar de pessoas e vou, vou falar das pessoas no geral, de mim e dos outros, sim, as pessoas parece-me um tema bastante interessante, não fosse o meu desejo e passatempo observar tudo o que fazem. Vejo as suas reações, crio situações variadas para ver como reagem a elas, conheço as suas histórias e tento compreende-las. É, gostava de seguir psicologia, mas isso não vai acontecer, não só pelo estado em que o país está (psicólogos aos pontapés), mas também porque da maneira como sinto as coisas mesmo não as demonstrando e não estando as situações a acontecer comigo, embrenhava-me tanto nas histórias e problemas dos outros que quem ia acabar na ala psiquiátrica do hospital mais próximo era eu, e não era como médica isso posso garantir, e isso não me parece lá muito boa ideia assim só porque sim.
Mas bem lá estou eu mais uma vez a desviar-me do rumo que queria dar a este texto. Talvez me esteja a desviar pois tento evitar tocar no assunto ao máximo. Mas acho que é desta, pelo menos eu quero que seja, mas não o prometo. Posso ficar aqui mais tempo a escrever, a ver a minha letra ficar no papel e pensar se vou perceber alguma coisa destes gatafunhos quando os passar para suporte informático (só disse suporte informático em vez de computador para que demorasse e ocupasse mais tempo, e continuo aqui a enrolar a conversa para não tocar tão cedo no assunto).
Será que é agora? Acho que vai mesmo ser, mas não me apetece. Estava a falar de pessoas, aliás estava nessa parte certo? Penso que sim, se não era paciência, ou me vou repetir ou saltar uma parte, se saltar também não se perde grande coisa. Apenas vou tratar do assunto ligeiramente para não me magoar mais. Vamos lá é desta que vou falar de como as pessoas são inconstantemente incompreensíveis, quando estamos há espera que elas reajam de uma maneira, elas reagem de maneira completamente contrária, esperem, ou então talvez seja eu que não tenho reações normais e espero que os outros reajam igual a mim, de maneira anormal. É incrível como quando espera-mos uma atitude de um grupo de pessoas essa atitude venha exatamente de um grupo de pessoas do qual nós não esperava-mos de todo. Uma pessoa que age de igual maneira em dois lugares distintos, num é bem interpretada, noutro nem por isso. Porque não manterem-se estereótipos iguais?
Fiz um intervalo neste texto como se tivesse cortado a gravação de um vídeo e depois recomeçado. Neste intervalo estive com quem ora me faz mal, ora bem, e que por sinal conseguiu de novo a proeza de fazer as duas coisas, estive com “sobreviventes” e bem vi um filme com uma fala que me marcou, já não me lembro muito bem mas era qualquer coisa do género “Não entendo porque é que as pessoas todas são tão más umas com as outras frequentemente” e acabei por perceber que é exatamente essa a minha dúvida. Porque é que se liga tanto aos padrões da sociedade e se trata tão mal quem está fora deles. Porque ligar-se tanto à imagem, ao físico, ao material e não aos sentimentos e ao interior da pessoa em si. Como diz o Wilson andam todas atrás do príncipe encantado, musculado e de olhos bonitos, o valentão e rebelde, o “Ken” (nada a ver com o Ken, Cláudio xD) e depois admiram-se de verem os números de violência doméstica aumentarem. OK, foi um exemplo parvo mas como estava a ver o secret story lembrei-me a propósito da imagem, que ele diz não ter, podia não ter, que tem apenas não o vê, mas no caso dele apenas como exemplo, o que ele é como pessoa, o respeito que ele tem devia valer mais que qualquer outra coisa, é muito mais importante do que seguir o padrão de beleza criado por esta sociedade. A sociedade, e não os “portugueses” (Petra xb), preocupa-se demasiado com padrões estéticos quando deveria sim preocupar-se com padrões morais e éticos, porque sem isso, por muito bonito e adorado que se seja, não se vai a lado nenhum com areia na cabeça e sonhos cor-de-rosa. Porque chegasse a um ponto em que tudo é admitido desde que se siga um certo protótipo de imagem.
As pessoas têm de ser racionais, e agora estou a levar este texto ao sabor do vento falando de assuntos ligados para mim mas que aparentemente não têm nada em comum. Como estava a dizer as pessoas têm de ser racionais e pensar o que é bom ou não para elas, o que lhes faz bem, serem inteligentes, terem coragem e o direito de negarem o que lhes faz mal. Há pessoas que não sabem o quanto significam para outras. Tenho a dizer que já muitos me ajudaram em situações extremas sem alguma vez o terem sabido. A essas pessoas muito, muito, mesmo muito obrigada. Foram vocês que me fizeram ser racional, pensar, escolher, amar, lutar e vencer. Foram vocês que mesmo não o sabendo me ajudaram em etapas que eu nunca pensei ultrapassar.
Muitas vezes essa esperança foram também os meus heróis de palmo e meio dos quais vou sentir muita, muita falta, mas não posso mesmo continuar, “valores mais altos se levantam”… Vou ficar sem a minha sessão semanal de calma, paz de espirito e pureza. Sentia-me livre, bem, muito bem, quando ia para ali. Tinha a mesma sensação de quando estou em frente ao mar, não dentro dele, mas à beira das ondas a ouvi-las rebentar e enrolar na areia, toda aquela imensidão.
Acho que vou parar por aqui, já disse o que tinha a dizer, mesmo que não o tenha escrito, pensei-o. Já verifiquei também que a minha letra apesar de catastrófica está decentemente legível.
Mas bem eu tava a dizer que ia falar de pessoas e vou, vou falar das pessoas no geral, de mim e dos outros, sim, as pessoas parece-me um tema bastante interessante, não fosse o meu desejo e passatempo observar tudo o que fazem. Vejo as suas reações, crio situações variadas para ver como reagem a elas, conheço as suas histórias e tento compreende-las. É, gostava de seguir psicologia, mas isso não vai acontecer, não só pelo estado em que o país está (psicólogos aos pontapés), mas também porque da maneira como sinto as coisas mesmo não as demonstrando e não estando as situações a acontecer comigo, embrenhava-me tanto nas histórias e problemas dos outros que quem ia acabar na ala psiquiátrica do hospital mais próximo era eu, e não era como médica isso posso garantir, e isso não me parece lá muito boa ideia assim só porque sim.
Mas bem lá estou eu mais uma vez a desviar-me do rumo que queria dar a este texto. Talvez me esteja a desviar pois tento evitar tocar no assunto ao máximo. Mas acho que é desta, pelo menos eu quero que seja, mas não o prometo. Posso ficar aqui mais tempo a escrever, a ver a minha letra ficar no papel e pensar se vou perceber alguma coisa destes gatafunhos quando os passar para suporte informático (só disse suporte informático em vez de computador para que demorasse e ocupasse mais tempo, e continuo aqui a enrolar a conversa para não tocar tão cedo no assunto).
Será que é agora? Acho que vai mesmo ser, mas não me apetece. Estava a falar de pessoas, aliás estava nessa parte certo? Penso que sim, se não era paciência, ou me vou repetir ou saltar uma parte, se saltar também não se perde grande coisa. Apenas vou tratar do assunto ligeiramente para não me magoar mais. Vamos lá é desta que vou falar de como as pessoas são inconstantemente incompreensíveis, quando estamos há espera que elas reajam de uma maneira, elas reagem de maneira completamente contrária, esperem, ou então talvez seja eu que não tenho reações normais e espero que os outros reajam igual a mim, de maneira anormal. É incrível como quando espera-mos uma atitude de um grupo de pessoas essa atitude venha exatamente de um grupo de pessoas do qual nós não esperava-mos de todo. Uma pessoa que age de igual maneira em dois lugares distintos, num é bem interpretada, noutro nem por isso. Porque não manterem-se estereótipos iguais?
Fiz um intervalo neste texto como se tivesse cortado a gravação de um vídeo e depois recomeçado. Neste intervalo estive com quem ora me faz mal, ora bem, e que por sinal conseguiu de novo a proeza de fazer as duas coisas, estive com “sobreviventes” e bem vi um filme com uma fala que me marcou, já não me lembro muito bem mas era qualquer coisa do género “Não entendo porque é que as pessoas todas são tão más umas com as outras frequentemente” e acabei por perceber que é exatamente essa a minha dúvida. Porque é que se liga tanto aos padrões da sociedade e se trata tão mal quem está fora deles. Porque ligar-se tanto à imagem, ao físico, ao material e não aos sentimentos e ao interior da pessoa em si. Como diz o Wilson andam todas atrás do príncipe encantado, musculado e de olhos bonitos, o valentão e rebelde, o “Ken” (nada a ver com o Ken, Cláudio xD) e depois admiram-se de verem os números de violência doméstica aumentarem. OK, foi um exemplo parvo mas como estava a ver o secret story lembrei-me a propósito da imagem, que ele diz não ter, podia não ter, que tem apenas não o vê, mas no caso dele apenas como exemplo, o que ele é como pessoa, o respeito que ele tem devia valer mais que qualquer outra coisa, é muito mais importante do que seguir o padrão de beleza criado por esta sociedade. A sociedade, e não os “portugueses” (Petra xb), preocupa-se demasiado com padrões estéticos quando deveria sim preocupar-se com padrões morais e éticos, porque sem isso, por muito bonito e adorado que se seja, não se vai a lado nenhum com areia na cabeça e sonhos cor-de-rosa. Porque chegasse a um ponto em que tudo é admitido desde que se siga um certo protótipo de imagem.
As pessoas têm de ser racionais, e agora estou a levar este texto ao sabor do vento falando de assuntos ligados para mim mas que aparentemente não têm nada em comum. Como estava a dizer as pessoas têm de ser racionais e pensar o que é bom ou não para elas, o que lhes faz bem, serem inteligentes, terem coragem e o direito de negarem o que lhes faz mal. Há pessoas que não sabem o quanto significam para outras. Tenho a dizer que já muitos me ajudaram em situações extremas sem alguma vez o terem sabido. A essas pessoas muito, muito, mesmo muito obrigada. Foram vocês que me fizeram ser racional, pensar, escolher, amar, lutar e vencer. Foram vocês que mesmo não o sabendo me ajudaram em etapas que eu nunca pensei ultrapassar.
Muitas vezes essa esperança foram também os meus heróis de palmo e meio dos quais vou sentir muita, muita falta, mas não posso mesmo continuar, “valores mais altos se levantam”… Vou ficar sem a minha sessão semanal de calma, paz de espirito e pureza. Sentia-me livre, bem, muito bem, quando ia para ali. Tinha a mesma sensação de quando estou em frente ao mar, não dentro dele, mas à beira das ondas a ouvi-las rebentar e enrolar na areia, toda aquela imensidão.
Acho que vou parar por aqui, já disse o que tinha a dizer, mesmo que não o tenha escrito, pensei-o. Já verifiquei também que a minha letra apesar de catastrófica está decentemente legível.
Sem comentários:
Enviar um comentário