quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

sim.

Sim, eu desligava o telemóvel e dizia-te que ficava sem bateria para não ter que atender as tuas chamadas ou ver as tuas mensagens. Eu inventava milhões de coisas para fazer só para ter desculpa para não estar contigo, eu estudava, eu ia passear o cão, eu tinha visitas, eu tinha prometido ir a um sitio com um amigo, eu tinha sempre algo para fazer que não fosse sair contigo.
E eu ficava horas sem fazer nada, porque eu queria sair mas não era contigo. Porque se eu só tinha liberdade para sair contigo, então eu não queria ter liberdade.
Porque essa obrigação faz-me sentir sufocada, faz-me sentir presa e eu não suporto isso, odeio. Eu quero poder fazer o que me apetecer e não ter de dar satisfações a ninguém, não quero ninguém a controlar-me, a controlar o que eu digo e o que eu faço, porque ninguém tem esse direito, já que os meus pais não o fazem não vai ser outra pessoa a faze-lo.
Eu não quero que mudes por mim, porque eu também não vou mudar, nem por ti nem por ninguém. As pessoas quanto muito moldam os seus feitios aos das outras, não os mudam, e se gostarem mesmo das outras não as vão querer mudar. Eu não preciso de ninguém que, se eu escrevo num texto uma frase a dizer que gosto de liberdade e que me sinto sufocada com mensagens a toda a hora, me vai mandar imediatamente uma mensagem a dizer que me dá a liberdade que eu quero e não me vai sufocar, porque eu não quero que ninguém mude. Porque para mim isto é falta de personalidade, é aceitar tudo o que se diz sem questionar, sem armar uma discussão, e como eu gosto de uma boa discussão.

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