domingo, 29 de dezembro de 2013

perseguição.

Quero perseguir-te. Quero estar onde tu estás a ao mesmo tempo não quero que tu estejas onde estou. Eu sei, é contraditório. Quando estou no mesmo sítio que tu é a coisa mais estranha, não consigo sequer descrever o que sinto, quero que venhas ter comigo, nao, não quero que venhas, quero só ficar assim a ver-te, como se o tempo parasse, só para mim. Eu sei que é errado, eu sei disso, mas não consigo evitar.
Quero ir atrás de ti, não, não quero. Olha só para mim enquanto o meu olhar te persegue, não, não olhes enquanto eu estou a olhar, vais-me fazer ruborescer, não, por estranho que pareça não fazes, é do hábito, sim é isso, o ridículo hábito de te ver por entre as pessoas que passam e não se dão conta, ou talvez dão... talvez sim, talvez não. Não quero que ninguém veja? Quero? Não. Elas iam chamar-me à razão, maldita sejas razão. Não quero lutar contra isto, o que quer que isto seja. Quero? Sim. Quero lutar contra o impossível ou talvez errado e combater moinhos de vento como Dom Quixote. Mas como, se não tenho espada? Terá de servir uma varinha com uma jogada cruel de Avada Kedavra, matar o que não existe, sim é isso que me assiste.
Será que consigo? Bem em parte já o consegui uma vez. É só uma jogada que eu tenho de repetir várias vezes sem conta, não me importo, isto faz com que eu me sinta viva. Oh sim a vida. A vida e a dor. Sim, também dói. Cada vez que o faço dói, a dor de bolas de prata, mas vou continuar a fazê-lo na mesma, e por cada vez que esse golpe for por mim desferido vou gritar, dar o grito de mais uma vitória sobre mim,
Fod*-se!

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