segunda-feira, 23 de novembro de 2015

#ieodb.

Lembram-se de eu ter dito aqui que estava a odiar as férias de verão sem nada para fazer e me estava a sentir super sozinha? Já passou algum tempo eu sei, mas queria aqui falar neste texto daquilo que me aconteceu no verão, do que mudou esse sentimento que podemos mesmo chamar solidão. O que aconteceu foram três rapazes, três rapazes que ao atravessarem-se no meu caminho no dia 10 de agosto me alegraram com a sua música e deixaram-me viciada neles com todo o carinho e energia que me transmitiram numa só noite. Podem dizer que é coisa de adolescente, de pita, podem dizer o que quiserem, não quero nem saber, a maneira como eles mudaram as minhas férias vale por tudo e muito mais que quiserem chamar. Esses três rapazes são os D.A.M.A. e, naquele dia, tal como eles dizem querer, eu fiz minhas as músicas deles. Eu deixei que eles me "aclarassem a mente".
Há anos que eu não ficava assim com uma banda e achava eu que longe ia o tempo disso, pois eles, fizeram com que essas certezas fossem por água abaixo. Num único concerto eles cativaram-me de tal maneira que fiquei completamente rendida, virei fã nos primeiros 5 minutos de concerto. Lembro-me que não ia totalmente animada para ver o concerto apesar de querer muito vê-lo, mas 5 minutos depois daqueles rapazes invadirem aquele palco eu senti-me respirar fundo e pensei para comigo "é aqui que eu quero estar". Vocês podem pensar "ok eles cantam têm músicas engraçadas e mais?". Não tenho a certeza de conseguir responder corretamente a isso, mas vou dizer o que se passou comigo.
Fui ao concerto porque como muitas outras pessoas conhecia-os pelas músicas que passavam nas rádios e gostava de ouvir. Até àquele dia eu sabia quem eles eram, sabia os nomes dos três, conhecia as músicas que passavam nas rádios e algumas mais antigas tal como Popless, Quer e Consciência. Sim mesmo conhecendo pouco conhecia mais que a maioria das pessoas. Naquela noite mesmo sabendo poucas eu vivi aquele concerto porque com eles é mesmo assim e só quem já foi a um DAMA Live sabe como é. Naquela noite eles deixaram de ser o Francisco Maria Pereira, o Miguel Cristovinho e o Miguel Coimbra, eles passaram a ser o Kasha, o Cristo e o Coimbra, e mais que isso eles deixaram de ser só três e o grupo para mim passou também a ser composto por músicos e técnicos, o Francesco Meoli, o Pedro Castro, o Gui, o Johny, o Rui Rodrigues, o Batista, etc...
Tudo me cativou desde a energia, à inclusão de todos os elementos no concerto, estes rapazes são humildes, eles sabem que para que eles brilhem e sejam idolatrados precisam daquelas pessoas que estão com eles em palco e na estrada todos os dias, e eles não se cansam de os apresentar ao longo de todo o concerto e agradecer, logo aí eles somaram pontos. Apartir desse dia penso que fiquei a saber tudo o que havia para saber sobre eles, sim eu fiquei mesmo fã.
Como em todas as pancas por bandas, há sempre algum elemento que para nós se destaca mais, ia mentir se dissesse que neste caso não há. A verdadeira luzinha, aquele que naquela noite me tirou "aquele" sorriso, aquele que para mim já se destacava em cada música por lhe notar sempre um sorriso na voz, esse é o Kasha. Se para mim ele já se destacava só quando ouvia as músicas na rádio, a partir desse dia eu tive a certeza que para mim ele era especial. Até o meu namorado já chegou a perguntar-me "o que é que esse tem a mais que os outros" ahah, ele agora já nem liga. A energia dele parece ser inesgotável! Ele não para um bocado em palco, ele dá tudo dele. Não consigo descrever, pois ao tentar fazê-lo iam faltar sempre coisas. Mas em pouco tempo aquele ser de bandana que eu até ali só conhecia praticamente de ouvir na rádio e pouco mais trouxe-me felicidade, felicidade para o resto das férias. Não consigo deixar de sentir que é estranho uma pessoa que não se conhece ter um efeito tão benéfico em nós, aquele sorriso é calma na hora. É estranho mas acho que quando se admira alguém é assim, ou então eu não sou normal, o que também é um assunto discutível ahah. No fim daquele concerto, eu que quando fui para lá não tinha intenção sequer de estar mais perto deles que a distância plateia-palco, acabei por me juntar à confusão de gente que estava ao monte só para conseguir nem que fosse dizer o quanto amei o concerto. Toda a vez que me lembro agradeço mentalmente o abraço perdido dado pelo Cristo que me fez ter coragem de andar até ao Kasha, esqueçam eu parecia uma criança parada a olhar para uma montra de brinquedos no Natal, tinha-o à minha frente a olhar para mim a sorrir, aquele sorriso bloqueou-me completamente. Cheguei perto dele para tirar uma foto e não consegui dizer uma palavra até que ele me abraçou, bolas! quando o Cristo me abraçou disse-me "estes abraços são do outro mundo, são tão bons", mas aquele, aquele sim foi um abraço do outro mundo, que calma, que tranquilidade, que paz. Despedi-me dele mal sabendo que ainda o ia ver e cruzar-me com ele muita vez naquela noite, que ele iria ver o nascer do sol naquele recinto de festas e que a noite para mim acabaria ainda antes que para ele. Não sei como ele chegou ao hotel e penso só ter descansado quando vi a foto de todos na carrinha, lá estava ele a dormir.
Numa semana eu sabia todas as letras de trás para a frente e da frente para trás, as músicas deles foram a banda sonora do fim das minhas férias, cada vez que me sentia sozinha ouvia-as e lembrava-me de momentos daquela noite. Via cada snap, cada publicação, tudo! Só queria repetir aquela noite e dia 24 de outubro consegui, repeti essa noite (obrigada amor por me teres aturado nessa noite, sei que não foi fácil durante mais de uma hora de alegria efusiva da minha parte :) ). Se o primeiro concerto foi brutal, este foi do outro mundo, acompanhei cada segundo, conhecia o alinhamento de uma ponta à outra, eu vivi aquele concerto como nunca antes tinha vivido qualquer outro. Eu saí do pavilhão a pingar mas com uma sensação de alegria indescritível, desta vez não estive com eles mas cada olhar valeu milhões e o estar ali mesmo à frente eu já não precisava de mais nada. Acabou rápido mas acho que acaba sempre, podia ficar a noite inteira a ouvi-los, não me cansava, porque isto... #ieodb.






sexta-feira, 20 de novembro de 2015

caloira.

3 meses sem vir aqui...Ups! Aconteceu tanta coisa nestes últimos meses, devem ter sido dos melhores meses da minha vida e se o tempo para vir aqui é pouco, não tenho dúvidas de que é bem aproveitado.
Após ter esperado o que me pareceu eternidades eu entrei, entrei para o ensino superior! Entrei em Educação Básica na Escola Superior de Educação de Castelo Branco, a minha cidade linda, sempre vos disse que não ia sair de cá ;). Não consigo descrever os últimos meses, conheci tantas pessoas novas, o que me andava a faltar nos últimos tempos, sou adepta da praxe e até agora não me arrependo nem um bocadinho. Não vou dizer que ainda não acusei cansaço com as praxes e que aqueles valentes minutos em prancha e a encher não custam, porque custam, mas em grupo tudo é mais fácil. Durante as últimas semanas de ensaios para a latada eu tive noites de dormir 3/4 horas e não me arrependo, sabem que mais? Abituei-me tanto ao ritmo de trabalho que agora até estranho dormir muito! Nos ensaios da latada eu chorei, ri e cantei a fazer a prancha, e bolas! valeu a pena! Eu fiquei a conhecer muito mais colegas, juntos partilhamos a alegria e o cansaço. Juntos formamos um grupo que se juntou à família ESECB. Passou tudo tão rápido! Num momento estavamos a entrar no pavilhão para o último ensaio de coreografia e no momento a seguir já estavamos a sair e eu a pensar que era a última vez que estava ali a ensaiar para a latada, saímos de lá e fomos trabalhar, fazer saias era a função, tinha de estar tudo pronto no dia a seguir e mal dei pelo tempo passar já eram 7 da manhã e já planeava ir de direta para a latada pois faltar às aulas não era opção. Chegou-se a 1h30 e  a ansiedade e confusão de vestir e estar pronto a tempo era maior que tudo. Em menos de nada estavamos a desfilar em direção ao ponto de avaliação da coreografia e o receio de falhar era enorme, não me lembro de quase nada o que se passou nesse momento porque quando acabou eu fiquei boquiaberta por ter passado tão rápido que nem sei como tinha 7 minutos, aquilo para mim foram segundos. A coreografia não correu pelo melhor e penso que todos sentiram isso, apartir daí foi saltar e gritar como se não houvesse amanhã. Chegados a momentos antes do hino, ver a rua encher-se, subir aquelas escadas para ocupar a minha posição, chegar lá a cima e ver um grupo negro prestes a apoiar-nos, a cantar o hino da nossa escola connosco, é impossivel descrever tudo o que senti naquele momento. Queria cantar a plenos pulmões o nosso hino e a minha voz teimava em falhar embargada de tantas emoções. Aquilo estava mesmo a acontecer, eu estava ali, e estava com o maior orgulho. Contive-me no hino mas não consegui conter na conversa pós-latada com todos os Superiores e Veteranos que nos acompanharam até ali, chorei...
A latada foi esta semana e foi sem dúvida alguma um dia inesquecivel, o batismo já foi há um mês e as minhas madrinhas são as melhores que poderia ter, tanto do batismo como da latada já tenho saudades. Em tão pouco tempo esta escola já me deu tanta coisa boa e tantas recordações. Dizem os Superiores e Veteranos que o ano de caloiro é o melhor ano da nossa vida académica e eu cada vez tenho mais a certeza disso. Só tenho a agradecer a todos sem exceção que estão a contribuir para fazer deste ano o melhor!





segunda-feira, 17 de agosto de 2015

sabes?.

Por vezes pergunto-me a que ponto tu me conheces. Há vezes que parece que me conheces desde sempre, outras que te cruzaste comigo agora mesmo na rua. Será que sabes aquilo que para além de ti me deixa com um sorriso na cara? Sabes que não tenho nenhuma preferência musical? Que para mim desde que seja música e eu goste pode ser pop, hip-hop, R&B, etc? Sabes que chorei com todos os filmes baseados em romances no Nicholas Sparks mas que incrivelmente eles não constam na enorme lista de livros que já li? Sabes que o primeiro filme que me fez chorar tinha 11 anos e foi o Brigada 49? Sabes que sou das pessoas que leu todos os livros do Harry Potter? Que ainda tive de esperar que o último livro saísse e que tenho todos menos o primeiro? Sabes que já chorei a ler? Sabes que adoro ir a concertos e que maior parte do dinheiro que já gastei foi para os ver e não me arrependi nada porque fui feliz neles? Sabes o prazer que eu tenho de estar num concerto e saber as letras todas de cor e poder viver cada milésimo de segundo? Sabes como odeio comentários racistas e homofóbicos? Sabes que eu tenho um sonho que não conto a ninguém por achar que não me vão compreender?  Sabes como eu adoro surpresas mesmo que não o admita? Sabes como eu odeio planos feitos em cima da hora? Sabes como fico frustrada quando os planos não correm como eu tinha pensado? Sabes como gosto de dar uma boa gargalhada por coisas parvas que não lembram a ninguém? Sabes como gosto de sair e conhecer pessoal porreiro? Sabes todas as vezes que o meu não é na verdade um sim? 
Sabes isto tudo e muito mais destas minhas pequenas coisas? Sabes?

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

memória.

Sinto o teu cheiro por toda a parte e tu não estás aqui... Talvez seja por nunca cá teres estado e o teu cheiro ser apenas uma memória que não me larga. À não!, não é só imaginação, a minha roupa tem o teu cheiro presente. Lembro-me da noite de ontem, queria repeti-la todas as noites da minha vida. Dançámos toda a noite, nunca tinha dançado assim com ninguém mas contigo foi tudo tão fácil, éramos apenas um. Caramba o teu sorriso rasgado e o teu olhar brilhante derretem-me o coração. Qual é essa tua magia que me leva a não conseguir dizer-te que não? Contigo eu faço as coisas mais parvas, eu caio no que tu me dizes, convences-me a tudo e acabamos os dois a rir. Lembro-me das conversas ao ouvido para nos conseguir-mos ouvir por cima da música, a tua respiração no meu pescoço e a tua boca a passar tão perto da minha, olhos nos olhos.
Mas hoje és só uma memória de uma noite que eu queria repetir para sempre. Vamos repeti-la?

sexta-feira, 31 de julho de 2015

última vez.




Deixa-me ver-te mais uma vez, só mais uma vez e prometo que é a última. Só mais uma vez para te amar e voltamos a quem pertencemos esquecendo-nos da existência um do outro. Não acho possível mas podemos tentar. E se não der vamos tentar uma última vez depois desta que agora te peço. Quantas últimas vezes teremos até à última? Não sei a resposta nem quero saber, desde que tenha sempre uma última vez para te amar.

pcf.

"amo-te tanto mas hoje tenho de levar o carro ao mecânico, as rodas fazem um barulho estranho, não deve ser nada, mas é melhor prevenir, amanhã prometo que vamos ver que tal se come naquele restaurante novo junto à rotunda, e depois levo-te ao cinema, ai não que não levo,
amo-te tanto mas hoje tenho de ver o treino do miúdo, o treinador ligou e disse-me que temos craque, o nosso menino a jogar como gente grande, vê lá tu, quando chegar com ele vê se tens prontinha aquela comida que ele adora, o puto merece, ai não que não merece,
amo-te tanto mas hoje tenho de ficar até tarde no escritório, há aquele projecto do estrangeiro para fechar, está aqui tudo perdido de nervos, não sei se aguento, daqui a pouco ligo-te para saber como vai tudo, o miúdo e as coisas aí em casa, agora tenho de ir mostrar a esta gente toda como se trabalha, ai não que não tenho,
amo-te tanto mas hoje tenho de me deitar cedo, amanhã é aquela reunião importante de que te falei, se conseguir o cliente vamos ser tão felizes, aquela casa, o carro novo, quem sabe?, só tenho de o conseguir convencer, tenho tudo prontinho na minha cabeça e nada pode falhar, vamos ser ricos, é o que é, ai não que não vamos,
amo-te tanto mas hoje não estás, cheguei à hora combinada para te levar a jantar e tu não estás, o miúdo também não, deve estar no treino, deixa-me cá ligar, ninguém atende, nem tu nem ele, provavelmente deves estar a preparar alguma, sempre foste tão assim, cheia de surpresas, daqui a nada entras pela porta e dizes que me amas, ai não que não dizes,
amo-te tanto mas hoje tenho de assinar este papel, olho-te e peço-te perdão, prometo-te que não vai haver mais mecânicos nem treinos nem clientes estrangeiros nem reuniões entre nós, garanto-te que te quero acima de tudo, olho-te mais uma vez nos olhos e procuro acalmar o que te dói, mas tu só dizes para eu assinar e eu assino, as mãos tremem e até já uma lágrima caiu sobre elas, o nosso filho quando souber vai chorar como um menino pequeno outra vez, o nosso craque, podias ficar pelo menos pelo nosso craque, ou pelo menos por mim, para me manteres vivo, Deus me salve de não te ter comigo, sou uma impossibilidade se não te tiver para gostar, ai não que não sou,
amo-te tanto mas hoje não tenho nada para fazer, a casa escura, um silêncio vazio e nada para fazer, apenas esperar que te esqueças de mim e me voltes a amar, e eu amo-te tanto, ai não que não amo." 
- Pedro Chagas Freitas in 'Prometo Falhar'

sexta-feira, 24 de julho de 2015

gostei de ti.

Amei-te no primeiro olhar. Cativaste-me com o teu sorriso malandro. Apaixonei-me no brilho dos teus olhos. Chegaste e abanaste o meu mundo, num segundo viraste tudo ao contrário. Numa palavra desejei ter-te. Visualizei na minha mente todas as imagens de cada promessa feita à pressa. Despertaste sentimentos em mim que há muito tempo não apareciam. Amei-te naqueles beijos. Amei-te em cada toque, em cada unir de mãos, em cada passo lado a lado, em cada palavra proferida e em cada momento. Amei-te naquele dia. Amei-te num segundo e amei-te em poucas horas. Todas as horas contigo são poucas. Amei-te por não seres correto e por não seres o que agora esperam de mim. Amei-te por não poderes ser real para mim, por não poderes estar comigo sempre, para sempre. Amei o tremer das minhas pernas, quais borboletas na barriga, a cada respiração tua bem perto da minha face enquanto que eu prendia a minha. Amei-te em cada aposta vencida ou perdida, em cada desafio conseguido ou não conseguido, em cada brincadeira tua ou minha.
Amo agora a vontade que tenho que as promessas que fizemos passem das imagens na minha cabeça para imagens que todos possam ver.

quinta-feira, 23 de julho de 2015

futuro.

Todos nós conhecemos alguém que é obcecado com o futuro, que tem medo dele ou que se foca demasiado nele.
É claro que eu penso no futuro, todos nós pensamos, não o podemos evitar, mas eu não quero ficar obcecada com ele. Eu não quero focar-me tanto no futuro que acabo por perder o agora, eu não quero chegar a esse futuro como o tinha planeado e olhar para trás e perceber que perdi o que agora é presente, não quero chegar a esse futuro e olhar à minha volta e ver que perdi as pessoas que estão comigo agora e as quais eu pensei estarem ao meu lado nesse futuro por eu estar tao obcecada com ele que me esqueci de lhes dar atenção.
Eu penso no futuro, mas também quero aproveitar o presente, não quero perder nada do que a vida tem para me dar. Quero agir de acordo com a minha idade, com as responsabilidades próprias dos 20. Quero passar tempo com amigos ao mesmo tempo que tomo decisões para o meu futuro. Quero ao máximo fugir de conversas demasiado adultas. Quero viver cada coisa a seu tempo porque acho que é assim que deve ser.

chega.

Já tiveste aquela vontade irracional de reclamar com tudo e todos à tua volta? De dizeres tudo o que pensas sem queres saber se isso vai magoar alguém? Raios! Eu por vezes tenho-a, e a verdade é que não gosto e a controlo. Não digo o que quero mas não consigo evitar que o meu descontentamento se note.
Acredito que às vezes é preciso "deitar tudo cá para fora", reclamar por atenção tal qual uma criança e, também como uma criança que diz tudo, confessar aquilo que te deixa sem paciência, dizer que estás farta de ver planos feitos no ar da boca para para fora que nem chegam a meio caminho de ficar assentes, farta de ver pessoas a tentar fazer tudo bem e não perceberem que estão na verdade a fazer tudo mal, farta de ver pessoas esquecer que tu existes e que estávas lá sempre quando elas precisavam, farta de fazeres tudo e ninguém notar, farta de tudo.

segunda-feira, 20 de julho de 2015

férias.

Odeio férias! Sim estou bem e é a verdade. Grande parte das pessoas anseia pelas férias, e eu comecei a odiá-las. Para mim as férias começaram a significar estar fechada em casa. Saio mais à rua em tempo de aulas que nas férias. É sufocante estar-se em casa sem nada para fazer e toda a gente parece andar ocupada e com coisas para fazer menos tu. Passo os dias em casa e se à noite me apetece sair para uma corrida para aliviar a cabeça e apanhar ar, não posso.
Até quando estava a estudar para os exames andava menos cansada, cansada de olhar para quatro paredes como se estivesse numa prisão na minha própria casa.
Sinto-me caca vez mais sozinha o que por vezes faça com que encontre no sono um refúgio, porque assim o tempo não custa a passar. Mas isso também faz com que o relógio biológico se altere o que traz picos de ansiedade e mudanças de humor o que é ainda mais frequente este ano visto estar prestes a decidir o meu futuro e mudar tudo.
Preciso de sair, estar com pessoas, falar, coisas tão simples e que fazem tanta falta.
As ferias começaram há um mes e meio e há uma semana que só quero que elas acabem e ainda faltam mais dois meses e tanta coisa para decidir até lá....

terça-feira, 7 de julho de 2015

pergunto-me.

Pergunto-me se algum dia saberás quantas vezes chorei por ti abraçada a alguma recordação tua mesmo que apenas uma memória. Quantas vezes as lágrimas inundaram os meus olhos ameaçando transbordar. Quantas vezes essas pequenas gotas de mar rolaram pela minha face deixando-a como se uma gota de chuva tivesse acabado de a atingir, do nada, quando na verdade o que era atingido era o meu coração, não com uma gota de chuva salgada, mas, com a dor. Dor de não te ter por tu não me quereres. Dor de não te poder abraçar. De não poder sentir os teus labios doces colarem-se aos meus. Dor de um amor não correspondido.
Será que algum dia saberás o quanto te quero...

sexta-feira, 1 de maio de 2015

McDreamy.

Voltei! Já não vinha aqui há algum tempo, não tenho tido muito que dizer. E agora voltei para falar da partida de alguém... Derek Shepherd, o meu McDreamy. Ainda não estou em mim com a saída do Patrick Dempsey do elenco de Anatomia de Grey, nem com a forma como saiu. Podiam te-lo mandado de vez para Washington DC ficar para lá com a outra em vez de o matarem. Como os americanos vêm os episódios primeiro que nós cá e gostam de partilhar informação é claro que eu já sabia que o McDreamy nos ia deixar. Mesmo assim não estava preparada para que me chocasse tanto, mesmo sendo uma das personagens principais. Comecei a ver o episódio na quarta feira no Fox Life e até estava mentalizada para "não vou chorar eu já sei que ele vai morrer", a verdade é que chorona como sou com filmes e séries não aguentei, confesso. No início tudo muito bem ele lá a salvar as pessoas, até aí tudo bem, quando ele lembrou como conheceu a Meredith e disse a sua famosa frase "It's a beautifull day to save lifes" à miudinha deu-me um aperto no coração ao pensar que naquele dia era a vida dele que não ia ser salva, por isso não, não era um bonito dia para salvar vidas. Mas a verdade é "quem raio se mete com o carro atravessado no meio de uma estrada a fazer um telefonema como se estivesse parado no estacionamento?!" A sério Derek sempre te achei mais inteligente. Digo que só consegui ver uns 10 min. da cena no hospital porque não estava a perceber o porquê de ele ter um fim daqueles num hospital não habilitado para receber traumas. Mais difícil ainda foi o facto de nós espectadores termos acesso aos pensamentos dele enquanto que ele não conseguia dizer nada aos médicos que o estavam a tratar. Parei de ver aquando isto:
" Derek: A minha cabeça. Vejam a minha cabeça.
...
Médica: Ele é cirurgião. É cirurgião e salvou toda a gente do acidente de viação.
Médico: Doutor, vamos sedá-lo para o podermos ventilar. Vai ficar bom.
Derek: Não, não vou. Têm de esperar.
...
Derek: Isto não está bem. Deviam ter-me feito uma TC crânio encefálica.
Médica: A tensão mantêm-se devíamos fazer a TC.
Derek: Sim ouçam o que ela diz.
Médico: Pode entrar em paragem. Temos de o abrir e encontrar a origem da hemorragia.
Derek: Não, não têm. Há tempo.
Médico: Temos de ser rápidos.
Derek: Estou estável. Malta, estou estável, devem-me fazer a TC.
...
Derek: Vou morrer porque estas pessoas não estão bem treinadas."
Quinta voltei ao ponto em que tinha deixado para ver o fim de Derek Shepherd nas mãos de médicos inexperientes em casos como o dele.
Durante a operação eles finalmente lá perceberam que ele tinha a laceração, que ele estava consciente ter desde início, mas era tarde de mais e ainda tiveram de esperar uma hora e meia por o neurocirurgião que estava a almoçar! Tudo isto escandalizou-me. A partir daí acho que posso dizer que desde o momento em que aparece a Meredith foi choradeira até ao último suspiro do McDreamy. Toda  a dor da Meredith,  realmente depois de tudo o que já passou só lhe faltava mesmo ficar viúva (mas vêem aí boas surpresas no papel dela não aguentei esperar pelos episódios em português e tive de ver os episódios seguintes mas não vou desvendar aqui nada, vejam que vai valer muito a pena).  Pior momento foi mesmo quando ela se estava a despedir dele antes de desligarem as máquinas, as recordações desde o momento em que se conheceram no bar há 10 anos atrás até àquela manhã em que ele se despediu dela com a promessa de que ia voltar tão depressa que ela nem ia dar pela falta dele.
" Derek? Não faz mal. Pode ir. Nós ficamos bem.
Está preparada?
Não. Mas pode continuar"
Resta-me dizer que para mim que acmpanho a série desde a primeira temporada o Patrick Dempsey deu muito àquela série enquanto Dr. Derek Shepherd, a história dele e da Meredith Grey fez parte da vida de milhões de espectadores que estão certamente gratos por estes 10 anos.
Obrigada Dr. Derek "McDreamy" Shepherd por 11 temporadas cheias de emoção.
We love you McDreamy <3



terça-feira, 14 de abril de 2015

tempo.

Este tempo anda tão estranho (calma, eu ando sem escrever há muito mas ainda não caí no cliché de falar do tempo), ora chove ora faz sol e depois de toda a gente já ter andado de manga curta parece que as trovoadas estão de volta. Mas eu com trovoadas não me importo nada. Estou agora mesmo a ouvir os sons que vêm de uma, esta é das fortes.
Adoro ouvir o som dos trovões e até mesmo de os ver cair. Desde pequena que é a minha avó e a minha mãe a correr para as janelas para fecharem as persianas e eu a correr para o meu quarto para abrir a persiana e me por à janela a ver a os trovões misturarem-se com a chuva a cair, é incrível. Elas bem me ralham para eu sair da janela e não olhar lá para fora mas eu não ligo nenhuma e continuo lá.
Agora estou aqui a escrever quase às escuras e de repente a luz dos trovões invade-me o quarto iluminando tudo como se alguém tivesse ligado a luz.
Do outro dia estava a chover e a fazer sol, e não estava nada escuro das nuvens, o sol fazia-se ver mesmo através delas e eu vi um raio cair mesmo ao lado do arco-íris que permanecia no céu e foi uma das coisas mais bonitas que eu já vi.

segunda-feira, 9 de março de 2015

em breve.

Já fui ver 50 Sombras de Grey... ainda não consigo escrever sobre o dito cujo. Brevemente...

domingo, 22 de fevereiro de 2015

comentário.

O que vou escrever aqui agora deve-se a uma dita "carta" escrita por uma mulher que diz escreve-la para os seus filhos... O assunto da carta? Filme Cinquenta Sombras de Grey. (Link abaixo)

Entendo que quem não leu os livros critique o primeiro filme, não vou dizer que não. Ainda não vi o filme, quero ver, mas sei que sendo adaptação do primeiro livro é forte, mas que tudo se vai tornar bem melhor nos próximos dois. Mas também posso dizer que quem leu, mesmo que apenas o primeiro livro, certamente se deu conta de que Christian é um homem perturbado. Já li alguns comentários, e dos que li baseia-se em pessoas que ou amam ou odeiam (sendo que quase todos falam do assunto). Os que odeiam dividem-se em pessoas que leram o livro mas não gostaram do filme (o que é legitimo visto que a nossa imaginação ao ler o livro nos leva a sítios que o filme não pode levar, não nos puxa a imaginação, além de atores diferentes (por exemplo para mim o Christian nunca seria o Jamie Dornan mas sim o Stephen Amell ;) ), etc e tal), em pessoas que não leram os livros nem gostaram do filme em si e em pessoas que não leram e criticam a personalidade de Christian (se tivessem lido os livros talvez as atitudes dele no primeiro filme fossem bem mais claras). As pessoas que gostaram umas leram outras não, mas gostaram em si. O que eu ainda não li foi comentários de pessoas que tenham lido e critiquem os atos do Grey (não estou com isto a querer dizer que não há), talvez porque se não gostaram dos livros simplesmente nem quiseram ver o filme ou porque sabem o que vem em seguida e entendem.
A verdade é que, e agora falando dos livros porque quanto ao filme ainda não posso dizer nada, apesar de tudo o que dizem dos livros, independente de serem bons ou maus, o Christian é uma personagem muito rica a nível psicológico. Pode não ser uma história de amor (no inicio) mas quando se começa a conhecer bem este personagem não dá vontade de largar, fica-se ávido de conhecimento (tal como a Ana ficou ao conhecer este homem tão castigado pelo passado).
A personalidade marcada deste personagem deve-se ao facto de uma infância marcada por dor, a mãe dele era uma prostituta viciada em crack, o "chulo" dela batia nele e deixou-o aos 4 anos com a mãe morta em casa fechados durante 4 dias sem nada para comer. Foi adotado por uma boa família que lhe deu tudo o que ele precisava mas nunca conseguiu deixar que eles lhe tocassem, ele fazia tudo sozinho como já estava habituado. Aos 15 anos ele foi seduzido por uma amiga da mãe adotiva (sem que esta sequer sonhasse) que o iniciou na vida sexual com técnicas BDSM tornando-se esta a unica forma de amor que ele conhece (até Ana aparecer na vida dele). Apesar de tudo isto ele conseguiu montar a sua própria empresa, ser um multimilionário bem sucedido e ter projectos contra a fome. Tem um sério problema com desperdício de comida, não o suporta, tem pesadelos quase todas as noites com o "chulo" a bater-lhe e só tem submissas morenas e faz-lhes tranças porque a mãe era morena e as únicas boas lembranças que tem dela é de quando ela o deixava pentear-lhe o cabelo.
Ele vive na escuridão, acredita ser incapaz de amar, a Ana vai ser a sua luz. Com a aparecimento dela, ele muda. Ela não consegue submeter-se ao que ele lhe pede, e ele não consegue ficar sem ela então cede e ela cede também encontrando assim um meio-termo que resulta numa bonita história. Ela é a primeira que ele deixa dormir na sua cama, a primeira com quem dorme, a primeira com quem faz amor, a primeira que apresenta à família, a primeira a conseguir tocá-lo, a primeira que ele diz que ama, a que o faz admitir que amava a mãe biológica apesar de tudo.

No que diz respeito a esta senhora ao escrever esta carta ela não está a alertar os filhos para o que não é o amor, nem o que é um filme sem nenhum romantismo, está sim a incentivar os filhos a não aceitarem nem tentarem perceber o porquê das coisas, tal como ela não se esforça por ver o lado psicológico e perturbado do personagem e por esta vez ver o filme preto no branco, ele bate lhe para seu prazer e pronto. Não procura o porquê de ele o fazer nem a dor que ele sente. Está a incentivar os filhos a terem uma mente fechada, e com isto não estou como é óbvio a dizer que se concorde com violência, porque não é isso que o filme trata. Com isto tenho a dizer que com tanta critica ao filme isto já está a cair no ridículo visto ser apenas um filme bom ou mau cabe, por exemplo, aos filhos desta senhora decidirem, quando tiverem idade para o ver e avaliarem, como eles quiserem.

 

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

a culpa é das nuvens.

Era meia-noite, eu já devia estar em casa mas não me apetecia, queria estar contigo, sentamo-nos no passeio a olhar para o céu e estavam nuvens. Tu do nada disseste "Aquela nuvem parece um dragão", nunca tinha feito aquele "jogo" em criança, mas corrigi-te e disse que não, que aquela nuvem parecia um homem a ralhar com um menina com totós. Apenas te limitaste a concordar comigo e deixaste-me continuar a olhar para o céu e imaginar formas nas nuvens, passado um tempo eu voltei a dizer que uma delas pareciam dois anjos a beijarem-se ao que tu com a tua graça disseste que eu não deixava de ter razão e um deles estava sentado...


 

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

tu.

Não há um dia que eu não pense o que fiz para te merecer, mas depois penso que só pode ser problema teu, afinal já o disse muita vez, para gostares de uma coisa parva como eu só podes ser parvinho também, ninguém no seu prefeito juízo gosta de coisas parvas, mas bem o juízo e a memória são coisas que devido à convivência comigo entraram em vias de extinção para ti e nesse aspeto tenho de te pedir desculpa.
Desculpa por me agarrar ao teu braço tipo lapa e não largar, por dizer que as primitivas são divertidas (mas é verdade!), por ter o "outro"  no quarto todas as noites mas tu agora já sabes que o culpado és tu, por não te tirar fotos, por não te fazer a vontade e ficar para trás nos nossos passeios de mota mas pronto ficas já a saber para a próxima escusas de olhar para trás a ver se eu ainda lá vou porque pronto não te vou fazer a vontade, desculpa...
E obrigada, obrigada por gostares de mim mesmo quando me vês com esta minha cara de "acabei agorinha mesmo de acordar", por me aturares, por não te chateares quando eu do nada te faço cócegas no meio da rua, pela preocupação quando te deixas dormir sem dizer boa noite, por por vezes me deixares sem palavras, por me dares a segurança que preciso, por gostares de mim como sou com todos os meus defeitos, por estares comigo sempre que preciso de ti, por não teres desistido de mim, por me fazeres gostar ainda mais de ti a cada dia que passa, todos os dias, por me fazeres feliz, mas acima de tudo obrigada por seres como és e por fazeres a minha vida melhor todos os dias fazendo parte dela.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

ataque de fofura natalicio.

Eu este Natal tive um ataque de fofura e decidi oferecer de presente ao meu namorado a caixinha dos "365 Motivos Para Te Amar". É original e há muito que lhe queria dar apenas nunca tinha seguido com a ideia em frente, foi desta. Queria ter decorado um pouquinho mais mas no meio de todas as peripécias que aconteceram  e o curto espaço de tempo acho que foi um milagre ter conseguido tê-la pronta a tempo. Deu um trabalhão mas no fim adorei o resultado e a verdade é que ele merece tudo.




sentes?

É cada vez mais complicado esconder as saudades que sinto da tua pessoa. Desse teu ser que fazia com que todos os meus planos não saíssem fu...