quarta-feira, 22 de outubro de 2014

livro aberto.

Já risquei uma página de tanto começar um texto e não gostar do que lá está. Quero escrever, tenho necessidade disso mas não quero magoar ninguém com a frieza do que quero dizer e assim é quase impossível.
Às vezes gostava que fossemos um livro aberto, que toda a gente estivesse disposta a ler do inicio ao fim e não ficasse afetada com o que lá vai ler. mas a verdade é que quase todos os livros têm uma parte oculta que até podem ter vontade que seja lida mas todos têm receio de a ler, de deixar de gostar do livro. Muitos julgam os livros pela capa mas esquecem-se que a capa é o que os livros querem que seja visto, no interior do livro é onde estão todas as suas mágoas, todas as feridas abertas, todos as fragilidades e pior que esses, todos os arrependimentos. Quem lê os arrependimentos fica tão embrenhado na história que nunca mais a larga ou abandona-os no fundo de um caixote e nunca mais lhe toca. Os arrependimentos, esse lado negro da história, tudo o que não devia ter acontecido naquele livro e aconteceu, eles não matam, mas podem fazer com que a partir do momento em que são conhecidos o livro passe de best-seller a livro de 5ª categoria que poucos querem ler.

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